quinta-feira, 16 de julho de 2020

O amor nos faz romper limites


Lucas 10.25 a 37: “E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo? Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto.

Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo. Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo. Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele.

No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar. Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo.”

Jesus estava explicando àquele doutor da lei, que queria a todo o custo colocá-lo à prova, uma das leis bíblicas mais conhecidas: amar o próximo como a nós mesmos.

Amar o próximo, querido internauta, é amar sem distinção! É amar independente da raça, idade, condição social e religião....

Só que, infelizmente, entre os cristãos – aqueles que deveriam seguir à risca os ensinamentos de Jesus – existe muito partidarismo.

O discurso é lindo: “Eu quero ser um pastor! Eu quero ser um homem de Deus! Eu quero levar a mensagem do evangelho.”. Mas o coração está divido pelos interesses carnais. A realidade é: “Eu trato as pessoas de acordo com o que me convém!”. Será que isso é evangelho? Será que isso é cristianismo? Com certeza, não!

A vontade de Deus é a prática do amor, que tudo crê, tudo espera, tudo suporta.... é um amor puro, genuíno, ou seja, sem preconceitos... O amor está acima de tudo é o verdadeiro vínculo da perfeição. Ele nos faz romper limites e superar qualquer dificuldade! 

Para mostrar a grandiosidade e a intensidade do amor que devemos sentir pelas pessoas, independente do seu grau de aproximação, ele conta àquele doutor da lei a parábola que eu acredito que seja a mais conhecida.

Ele conta a história de um homem que, no caminho de Jericó para Jerusalém, foi assaltado, espancado e largado no meio da estrada.

No decorrer do dia, três homens passaram por ele. O primeiro era um levita, aquele que ministrava os louvores no templo. O que ele fez? Simplesmente, ignorou o sofrimento daquele homem que estava à beira da morte e com uma hemorragia muito séria. O segundo homem – um sacerdote, conhecedor das Escrituras – teve a mesma atitude.

Sabe, querido leitor, existem situações na nossa vida em que nos sentimos abandonados e sem esperança. Somos discriminados e julgados indevidamente. Só que, por meio daquela parábola, Jesus mostrou que sempre existirá um caminho e que o amor pode curar e transformar qualquer situação.

Há esperança! Como? Por meio daquele que veio buscar e salvar o que estava perdido.

Quando aquele homem estava cansado, sem esperança e quase morto pela crueldade da religiosidade, surge o bom samaritano. Quem é o nosso bom samaritano? Jesus Cristo!

Ele para tudo o que está fazendo, cura as feridas daquele homem com o óleo – que representa a presença do Espírito Santo –, o leva à hospedeira – que representa a Casa de Deus –, paga um preço para que ele seja acolhido – assim como Jesus Cristo pagou um preço por nós na cruz do calvário – e se responsabiliza por ele.

O amor verdadeiro, querido leitor, envolve responsabilidade, cuidado, dedicação e uma entrega. Aquele rapaz, que estava à beira da estrada, foi resgatado, curado e restituído pelo amor de um completo estranho, que vivia muito mais a essência da Palavra de Deus do que aqueles religiosos que sabiam as Escrituras de cor.

Depois de contar aquela parábola, O Senhor Jesus pergunta ao doutor da lei: “Quem praticou o verdadeiro o amor?”.

Isso é muito profundo! Não podemos nos esquecer de que a base do evangelho é o amor e não discursos vazios. A nossas atitudes sempre, sempre, sempre, revelam nossas verdadeiras motivações e nossa essência!

Que você, a partir de hoje, busque ser como o bom samaritano. E, se você está como aquele homem que foi humilhado e abandonado, eu tenho uma palavra: Jesus Cristo veio para te salvar de tudo isso! Ele veio para te resgatar, estancar suas feridas e te enviar para um novo tempo!


Que, hoje, onde quer que você esteja, você seja invadido e agasalhado por este amor!

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