terça-feira, 26 de junho de 2018

Motivações renovadas, muros reconstruídos!


Neemias 2.17: “Então lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada, e que as suas portas têm sido queimadas a fogo; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém, e não sejamos mais um opróbrio.”

Em Jerusalém, todos estavam completamente desmotivados e sem nenhuma perspectiva.

Quantas vezes, nós olhamos a situação geral, e o que os nossos olhos contemplam é somente a impossibilidade de que dias melhores virão?

Por isso que, quando Jesus chora sobre a cidade de Jerusalém (Lucas 19.41 a 44), Ele fala sobre a Jerusalém assolada, fala sobre a Jerusalém que mata os seus profetas, que despreza a lei do Senhor e fala sobre a Jerusalém contaminada pelo espírito de desânimo.

O desânimo – a disposição mental contrária à natureza que Deus colocou no homem (Romanos 1) –  pode exatamente se inclinar para o lado do pecado, da prostituição, ou pode se inclinar para o lado da entrega, quando decidimos entregar os pontos, quando não temos mais forças e nada que nos impulsione.

Neemias encontra a situação de um povo completamente assolado. Mas, no seu espírito, ele tinha o envio, o envio para transformar aquele estado de assolação em uma obra inexplicável aos olhos humanos, mas possível para Deus.

Ele, então, se propõe a fazer aquilo que talvez as pessoas jamais poderiam pensar ou imaginar. Ele se propõe a reedificar os muros assolados de Jerusalém. Ele, então, em 52 dias, faz esta obra gloriosa e maravilhosa.

O que eu tenho buscado de Deus, a cada dia, é exatamente o entendimento espiritual daquilo que significava o antes daquele local. O antes era uma cidade sem defesa.

Aqueles muros foram reconstruídos e edificados de uma maneira impressionante e em tempo recorde. Hoje, podemos passar por cima deles e testificar que se tornaram um instrumento de defesa e proteção. Ali, os inimigos eram colocados em uma posição de inferioridade.

Esta história também pode ser aplicada à nossa realidade espiritual. Quando não temos muros espirituais – uma vida de oração, jejum, de meditação na Palavra de Deus –, ficamos indefesos e em uma posição inferior. Este é o objetivo do inimigo: deixar-nos vulneráveis. Por isso que, em Efésios 6, Paulo enfatiza a importância das armas espirituais.

Neemias entendia o quanto o podo de Israel dependia daqueles muros para se sentirem protegidos. Por esse motivo, ele assumiu aquela obra.

Eu tenho certeza de que o trabalho de Cristo em nossas vidas pode também ser comparado ao trabalho de Neemias: o trabalho de reconstruir as nossas defesas, de nos colocar em uma posição de autoridade e em uma posição estratégica contra o inimigo, que nos permite estar verdadeiramente constituídos em cima de uma fortaleza. Por isso que nós estamos assentados com Cristo, acima de potestades, principados e dominadores.

Existem muitos muros que o Senhor quer restaurar em nossas vidas. Hoje, eu gostaria de citar três deles. Acompanhe a seguir:

Muros da vida espiritual:

Quem não tem uma vida espiritual edificada e protegida torna-se frágil e incapaz de chegar à plenitude de sua constituição.

Muros das relações pessoais:

Quando estou desprotegido, minhas relações pessoais são problemáticas, são completamente desgovernadas, não têm uma direção do Espírito Santo de Deus. Eu, então, não consigo manter a liga verdadeira, que é a liga da comunhão. Eu fico sem poder discernir, entender e, consequentemente, faço voos cegos.

Muros para a preservação do futuro:


Quando eu não tenho proteção, eu sou consumido no presente. O muro, além de ser um símbolo de proteção e de preservação, é um legado que deixamos para as próximas gerações. 

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